Hoje você vai ter uma visão totalmente diferente da que está acostumado em relação à Bruxaria.
Feche os olhos e esqueça todo aquele arquétipo sobre bruxas e bruxaria Hollywoodianas que você tem guardadinho na sua mente.
Agora imaginemos que, um pouco depois do Divino ter concedido a criação de Gaia, homens e mulheres e Mãe Natureza viviam em total sincronia, harmonia e respeito, cada um respeitando o seu espaço e se ajudando mutuamente. Ela nos oferecia tudo o que precisássemos, de alimentos a vestimentos e conforto, com a ajuda dos Elementais, os reis do mundo invisível e portadores de toda magia natural, éramos deuses e deusas, como disse Osho, e éramos tratados como tais. Tínhamos os alimentos necessários, as ervas necessárias para a cura, tínhamos conexões diretas com o Divino, aprendíamos com os próprios elementais a "manusear" os quatro elementos de tudo. Até quem visse a pequena Gaia de longe, do Cosmos, podia sentir e ver a energia que ela emanava de dentro de si para fora. Aprendemos e sobrevivemos, vivemos, com tudo que nos foi concedido.
Até que a ganância, o egoísmo, o desrespeito, e a maldade humana fez com que deixássemos de ser um para ser o que nos tornamos o que somos hoje, seres sem nenhum respeito com a nossa Mãe, que apesar de atingirmos a velhice, ela continua nos alimentando no seu seio tão machucado. Fez com que esquecêssemos de tudo que foi aprendido, fez com que o mundo mágico se tornasse invisíveis aos nossos olhos gananciosos, fez com que os próprios e puros Elementais se tornassem cruéis, escuros, vingativos. Fez com que quebrássemos nosso elo com Deus. Fez o mundo mais humano e selvagem, fez a espiritualidade dar lugar a maldade. Onde existiam fadas, bosques encantados, magos, sereias, gnomos e outras criaturas mágicas que ofereciam-nos tudo o que quiséssemos - pode imaginar os contos de fadas da Disney -, é agora onde existe sangue derramado por guerras. Que, por muitas vezes e por ironia, são guerras "espirituais".
Depois, o homem passou a sempre buscar ter e, não mais, ser.
Exceto alguns.
Muitos e muitos e muitos anos depois, surge a religião Pagã, que mais era um modo de vida do que uma religião. Onde se cultuavam vários deuses - como por exemplo a deusa do amor grega, Afrodite, ou Vênus, a deusa do amor romana ou Oxum, a do candomblé, ou então o deus do sol, Apolo, da mitologia grega, ou Rá, o deus egípcio, etc, etc, etc -
Cultuavam o que acreditavam ser obra divina, de coisas que a matéria não poderia explicar, como por exemplo o mar, que por hora está agitado, hora calmo, hora com marés altas, outras com marés baixas, onde acontecem tsunamis e maremotos, é inacreditável como não podemos desafiá-lo e não sabemos quase nada sobre ele, muito menos o que habita nele, por isso acreditavam que existia um explicação divina, um deus para comandar tais mistérios, como foi chamado de Poseidon pelos gregos e de Netuno pelos romanos. Os pagãos realizavam rituais, separavam dias para cultuar os Deuses, ofereciam o que tinham e que achavam que os deuses se agradavam. E que, por meio disso, acreditavam chegar mais perto do Divino. E chegavam! Por, simplesmente, o seus sentimentos serem puros, como no princípio, por ser realizado por e com Amor, por ter total respeito sobre tudo e todos e ter a consciência que tudo o que vemos, sentimos e o que não vemos é obra do Todo e devemos ter respeito e amor.
Algumas das exceções criou a cultura Celta, uma ramificação Pagã, esses povos não construíram impérios, nem possuíam um governo centralizado, não possuíam escrita, e a única coisa que o ligavam era a religião e a linguagem. Acreditavam que as palavras registradas graficamente comprometiam a realidade e a energia dos fatos, podendo criar interpretações incorretas da verdade. A cultura era repleta de magia, espiritualidade e culto à Natureza. Para os celtas, o mundo estava em constante transformação, noção baseada na experiência de observação e de adoração da Natureza; o importante é o presente, o momento, a harmonia e a saúde do corpo e do espírito.
A sociedade era semipatriarcal, você pode achar estranho o termo por estar acostumado ao Todo ser masculino, a ser sempre um Deus e não uma Deusa, mas não é estranho. Os celtas eram dividido em tribos que tinham o seu rei, o seu druida, e que esse povo tinha suas crenças religiosas ligadas à natureza, à Mãe Terra, como disse, não desvalorizando a essencial parte masculina, pois acreditavam que um completava o outro. Para os celtas, a mulher era especial, e muito, porque era associada à Mãe Terra. As mulheres eram vistas como aspectos vivos da criação, porque vivenciavam todos os meses com o ciclo menstrual, o processo da vida, morte e renascimento - as fases da Lua - além do poder de gerar vidas. Vou dar um exemplo: Dergflaith era um dos nomes célticos dado à menstruação, e significava “soberania vermelha”. O vermelho representava soberania, poder, vida. Pense então nos mantos vermelhos dos reis. A menstruação tinha conotação de sagrado, porque acreditavam que a mulher se tornava ancorada e enraizada nesse período. Nos períodos de menstruação, as mulheres se isolavam numa cabana ou se dirigiam à floresta, compartilhavam sobre os problemas da tribo.
As druidas eram as sábias mulheres, que mais tarde seriam chamadas de bruxas, eram chamadas as mulheres sábias ou mágicas, em Sânscrito, e "demonizada" pela igreja, junto com toda a religião, cultura e o mágico modo de vida.
Eles cultuavam o Deus Cernunnos - não só ele, como tinha dito -, no qual era simbolizado com chifres rodeados de folhas e pés de bode, simbolizando a força que os animais que possuem estes, representa. Ele representa o Sol, a luz, a coragem e a força física, os instintos, os animais e plantas selvagens, as florestas, as necessidades intrínsecas de nossa natureza mais profunda. Os desejos sexuais, então, são muito ligados a ele. Que mais tarde seria chamado de "a imagem do demônio" pela igreja. Cultuavam a Deusa Tríplice, na qual acreditavam que ela se manifestava nas fases da Lua - crescente, cheia e minguante -, que simbolizava a vida e tudo que nela contém. Um completa o outro para poder vir a surgir a vida.
E eu vos pergunto: vês o Diabo dessa história?
Eu acredito que ele tenha chegado depois, quando o criaram.
Hoje, existe a bruxaria e a Wicca. A Wicca é a bifurcação da bruxaria. Quem é wicanno, é bruxo, mas quem é bruxo, não é wicanno. Há uma diferença, mas com o mesmo propósito.
A bruxaria nada mais é que a continuação de uma religião magnífica deturpada e perseguida, por ignorantes e pelo próprio mal.
E que fique claro que na bruxaria não existe "demônio", nem sacrifício de animais, nem de humanos, pois respeitam principalmente a Natureza e matar qualquer ser contradiz todos os princípios, também não existe magia negra, pois magia não tem cor, existe o bem e o mal. E contemos os dois em nós, cabe a nós buscar o equilíbrio entre eles. Existe bruxas que fazem o bem e outras que fazem o mal. Existem magias voltadas para o bem e para o mal. Bruxos e Bruxas são humanos. A parte ruim é que poderes demais em mãos erradas pode ser terrível, mas todos são totalmente conscientes da "Lei tríplice", que tudo o que você emite, volta três vezes para você. Ou mais.
Bruxaria é amar a natureza, o oculto, a magia, o Divino, a vida, o Amor. É respeitar qualquer ser que seja, uma árvore ou um humano ou uma fada. É restaurar a espiritualidade perdida no meio do caos mundano, é amar respirar, acordar, comer, sorrir, chorar, amar o cachorro e o mendigo e ajudar, porque eles são um pedaço seu. E se o mundo vai mal, você vai mal. Mas se você vai bem, o mundo tenta te acompanhar.
Seja lá qual for a sua religião, seu modo de vida, ou no que acredita: AME tudo que faz, sente, toca e imagina, PERDOE o imperdoável, ACREDITE no inacreditável, CUIDE do que é seu e de todos, RESPEITE tudo e todos e SEMPRE FAÇA O BEM sem olhar a quem.
O mundo é o que você é. Façamos a nossa parte, pequenos elfos!
Até que a ganância, o egoísmo, o desrespeito, e a maldade humana fez com que deixássemos de ser um para ser o que nos tornamos o que somos hoje, seres sem nenhum respeito com a nossa Mãe, que apesar de atingirmos a velhice, ela continua nos alimentando no seu seio tão machucado. Fez com que esquecêssemos de tudo que foi aprendido, fez com que o mundo mágico se tornasse invisíveis aos nossos olhos gananciosos, fez com que os próprios e puros Elementais se tornassem cruéis, escuros, vingativos. Fez com que quebrássemos nosso elo com Deus. Fez o mundo mais humano e selvagem, fez a espiritualidade dar lugar a maldade. Onde existiam fadas, bosques encantados, magos, sereias, gnomos e outras criaturas mágicas que ofereciam-nos tudo o que quiséssemos - pode imaginar os contos de fadas da Disney -, é agora onde existe sangue derramado por guerras. Que, por muitas vezes e por ironia, são guerras "espirituais".
Depois, o homem passou a sempre buscar ter e, não mais, ser.
Exceto alguns.
Muitos e muitos e muitos anos depois, surge a religião Pagã, que mais era um modo de vida do que uma religião. Onde se cultuavam vários deuses - como por exemplo a deusa do amor grega, Afrodite, ou Vênus, a deusa do amor romana ou Oxum, a do candomblé, ou então o deus do sol, Apolo, da mitologia grega, ou Rá, o deus egípcio, etc, etc, etc -
Cultuavam o que acreditavam ser obra divina, de coisas que a matéria não poderia explicar, como por exemplo o mar, que por hora está agitado, hora calmo, hora com marés altas, outras com marés baixas, onde acontecem tsunamis e maremotos, é inacreditável como não podemos desafiá-lo e não sabemos quase nada sobre ele, muito menos o que habita nele, por isso acreditavam que existia um explicação divina, um deus para comandar tais mistérios, como foi chamado de Poseidon pelos gregos e de Netuno pelos romanos. Os pagãos realizavam rituais, separavam dias para cultuar os Deuses, ofereciam o que tinham e que achavam que os deuses se agradavam. E que, por meio disso, acreditavam chegar mais perto do Divino. E chegavam! Por, simplesmente, o seus sentimentos serem puros, como no princípio, por ser realizado por e com Amor, por ter total respeito sobre tudo e todos e ter a consciência que tudo o que vemos, sentimos e o que não vemos é obra do Todo e devemos ter respeito e amor.
Algumas das exceções criou a cultura Celta, uma ramificação Pagã, esses povos não construíram impérios, nem possuíam um governo centralizado, não possuíam escrita, e a única coisa que o ligavam era a religião e a linguagem. Acreditavam que as palavras registradas graficamente comprometiam a realidade e a energia dos fatos, podendo criar interpretações incorretas da verdade. A cultura era repleta de magia, espiritualidade e culto à Natureza. Para os celtas, o mundo estava em constante transformação, noção baseada na experiência de observação e de adoração da Natureza; o importante é o presente, o momento, a harmonia e a saúde do corpo e do espírito.
A sociedade era semipatriarcal, você pode achar estranho o termo por estar acostumado ao Todo ser masculino, a ser sempre um Deus e não uma Deusa, mas não é estranho. Os celtas eram dividido em tribos que tinham o seu rei, o seu druida, e que esse povo tinha suas crenças religiosas ligadas à natureza, à Mãe Terra, como disse, não desvalorizando a essencial parte masculina, pois acreditavam que um completava o outro. Para os celtas, a mulher era especial, e muito, porque era associada à Mãe Terra. As mulheres eram vistas como aspectos vivos da criação, porque vivenciavam todos os meses com o ciclo menstrual, o processo da vida, morte e renascimento - as fases da Lua - além do poder de gerar vidas. Vou dar um exemplo: Dergflaith era um dos nomes célticos dado à menstruação, e significava “soberania vermelha”. O vermelho representava soberania, poder, vida. Pense então nos mantos vermelhos dos reis. A menstruação tinha conotação de sagrado, porque acreditavam que a mulher se tornava ancorada e enraizada nesse período. Nos períodos de menstruação, as mulheres se isolavam numa cabana ou se dirigiam à floresta, compartilhavam sobre os problemas da tribo.
As druidas eram as sábias mulheres, que mais tarde seriam chamadas de bruxas, eram chamadas as mulheres sábias ou mágicas, em Sânscrito, e "demonizada" pela igreja, junto com toda a religião, cultura e o mágico modo de vida.
Eles cultuavam o Deus Cernunnos - não só ele, como tinha dito -, no qual era simbolizado com chifres rodeados de folhas e pés de bode, simbolizando a força que os animais que possuem estes, representa. Ele representa o Sol, a luz, a coragem e a força física, os instintos, os animais e plantas selvagens, as florestas, as necessidades intrínsecas de nossa natureza mais profunda. Os desejos sexuais, então, são muito ligados a ele. Que mais tarde seria chamado de "a imagem do demônio" pela igreja. Cultuavam a Deusa Tríplice, na qual acreditavam que ela se manifestava nas fases da Lua - crescente, cheia e minguante -, que simbolizava a vida e tudo que nela contém. Um completa o outro para poder vir a surgir a vida.
E eu vos pergunto: vês o Diabo dessa história?
Eu acredito que ele tenha chegado depois, quando o criaram.
Hoje, existe a bruxaria e a Wicca. A Wicca é a bifurcação da bruxaria. Quem é wicanno, é bruxo, mas quem é bruxo, não é wicanno. Há uma diferença, mas com o mesmo propósito.
A bruxaria nada mais é que a continuação de uma religião magnífica deturpada e perseguida, por ignorantes e pelo próprio mal.
E que fique claro que na bruxaria não existe "demônio", nem sacrifício de animais, nem de humanos, pois respeitam principalmente a Natureza e matar qualquer ser contradiz todos os princípios, também não existe magia negra, pois magia não tem cor, existe o bem e o mal. E contemos os dois em nós, cabe a nós buscar o equilíbrio entre eles. Existe bruxas que fazem o bem e outras que fazem o mal. Existem magias voltadas para o bem e para o mal. Bruxos e Bruxas são humanos. A parte ruim é que poderes demais em mãos erradas pode ser terrível, mas todos são totalmente conscientes da "Lei tríplice", que tudo o que você emite, volta três vezes para você. Ou mais.
Bruxaria é amar a natureza, o oculto, a magia, o Divino, a vida, o Amor. É respeitar qualquer ser que seja, uma árvore ou um humano ou uma fada. É restaurar a espiritualidade perdida no meio do caos mundano, é amar respirar, acordar, comer, sorrir, chorar, amar o cachorro e o mendigo e ajudar, porque eles são um pedaço seu. E se o mundo vai mal, você vai mal. Mas se você vai bem, o mundo tenta te acompanhar.
Seja lá qual for a sua religião, seu modo de vida, ou no que acredita: AME tudo que faz, sente, toca e imagina, PERDOE o imperdoável, ACREDITE no inacreditável, CUIDE do que é seu e de todos, RESPEITE tudo e todos e SEMPRE FAÇA O BEM sem olhar a quem.
O mundo é o que você é. Façamos a nossa parte, pequenos elfos!

